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Pesquisas em biogás de Itaipu e Embrapa servirão de exemplo para produtores de todo o País

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Um seminário promovido pela Itaipu em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), recentemente, no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), em Foz do Iguaçu (PR), vai validar uma série de pesquisas feitas pelas duas instituições na área de produção de biogás e biofertilizantes. O resultado dos estudos da Rede Biogasfert, da qual as duas instituições fazem parte, vai gerar recomendações técnicas para orientar os produtores de biogás de todo o País sobre os melhores procedimentos a serem adotados.

“Produção de energia e de alimentos estão ligadas porque nos dois casos nós precisamos de água”, resumiu o diretor-geral brasileiro, Jorge Samek, no início do seminário. “Por este motivo, cuidar da água e do solo é uma necessidade primordial. Hoje, a união de energia e agropecuária não é mais uma possibilidade, é concreto. É um movimento que não pode parar.”

A parceria entre as duas instituições começou há três anos, com foco em pesquisas sobre a cadeia do biogás. O objetivo é qualificar e avaliar a produção, com enfoque nos tipos de matéria-prima, na qualidade do biogás, no desenvolvimento de novos equipamentos, na melhoria dos processos. O resultado das pesquisas geram informes técnicos que a Embrapa publica no site e serve como orientação aos produtores de biogás do País.

De acordo com o superintendente de Energias Renováveis de Itaipu, Herlon Goelzer de Almeida, a chancela da Embrapa aos estudos realizados pela Itaipu pode fomentar políticas públicas e créditos agrícolas aos produtores de biogás. “Os trabalhos que fazemos têm um enorme valor, mas ele só adquire validação para recomendação técnica a partir dos boletins técnicos emitidos pela Embrapa”, explicou. “A partir disso, é possível conseguir empréstimo no banco, por exemplo. Esta é uma contribuição que a Itaipu e a Embrapa estão dando para agricultura brasileira.”

Para o diretor de Transferência de Tecnologia da Embrapa, Waldyr Stumpf, o desenvolvimento do biogás depende do investimento na pesquisa e Itaipu tem sido pioneira nesta área. “Sem pesquisa fica na tentativa e erro, o processo fica caro e demorado e as empresas desistem de produzir”, afirmou. “Em relação à matéria-prima, por exemplo, temos diferenças muito grandes no Brasil, como clima, solos, sistemas de produção. Temos que fazer adaptações para cada região para desenvolver produtos de qualidade.”

A Rede Biogasfert é mantida por Itaipu e Embrapa Suínos e Aves, que tem sede em Concórdia-SC. A Divisão de Imprensa de Itaipu conversou com o chefe adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Suínos e Aves, Airton Kunz. Confira abaixo a entrevista.

 

Foto: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional

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